outubro 21, 2009

Um.

(...)E com o peito entorpecido de amor, suspiro em certezas doces enquanto a mente latejando viaja: para qual infinito nós voaremos? Escorre em minha face o desejo de saber para onde te levar, já que a vida e o destino insistem em nos fazer surpreender com essa coisa mágica que nos cerca e essa naturalidade maior que faz nossos olhos brilharem num querer bem tão absoluto que ainda que com tanto amor, nossos pensamentos se encontram numa constelação distante para também questionar quem somos nós ou o que somos nós.
Uma pluralidade que nos singulariza.
Ainda em terra firme, tudo de mais sagrado que nos ronda, todas as vitórias entrelaçadas nos nossos braços de sempre mais, todo brio dos gestos mais carinhosos em momentos exatos e toda (in) sanidade que eleva nosso pensamento sempre para além de nós dois, me fazem crer numa harmonia celeste. Sim, pureza e verdade dos anjos.
Que eu conheci quando você se fez maior com meus olhos refletindo nos seus. E hoje somos a parte que restava desse todo completo que outrora nos fez um. Um laço de pertencimento que num cortejo de paz sobre as flores, sob uma luz divina, unia silentemente nossas mãos e sentimentos, e pulsava nossos corações num anseio tão certo de caminhar juntos na mesma força.
E é nesse mesmo passo que seguimos aprimorando o nosso viver. Nesse mesmo espaço, dentro de você e de mim, que amamos tudo que nos ensina, conspira e fortelce. É na sua certeza que acredito no para sempre de nós dois. E é no brilho dos meus olhos que compartilhamos o mesmo sonhar.
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À meu grande amigo Vitor.
Dessa e de todas as outras vidas.