setembro 29, 2009

O amor do céu de avelã

Vou seguindo o rastro de tudo que explode dentro de mim. Toda essa sentimentalidade bonita e leve, e essa nudez que reflete tudo e qualquer mistério que eu tenha pensado em esconder de ti...e ainda assim, você insiste em viver nessa sua dimensão hermética, desconhecendo a verdadeira identidade que me fez te amar. E permaneço. Como quem sonha e não cansa.
Mas hoje meus olhos derramaram a saudade das boas intenções e desejos que um dia compartilhamos, e também do amor em paz que denominamos estância eterna do todo construído quando nossos olhos, ainda meninos, se encontraram.
Te acalmo dentro de mim. Quando, no auge de pensamentos tortuosos, o desenho de toda essa turbulência tenta se firmar em cicatrizes.
Mas o amor é mais!
E lembro de te dizer que nos bastaríamos na imensidão de nós dois. E lá chegamos, num céu formoso de avelã. E você, ainda que distante, sente esse aroma exalando amor suficiente para te fazer voar novamente aqui, onde por sua plena aceitação, fizeste morada em vida, em sonhos e em perspectivas.
Cultivamos cada pedacinho de sentimento e inventamos nossa maneira pura de amor. Impossível esquecer. E desistir não cabe a mim, dona dos meus e dos seus olhos.
Então sigo novamente no caminho que te encontro. Nosso amor pede mais!
Numa saudade em tom lilás, e o mesmo amor que sabe sempre como recomeçar.